Enquanto intensifica sua pré-campanha pela reeleição ao Senado Federal, o senador Veneziano Vital do Rêgo volta a enfrentar fantasmas do passado político que marcaram sua gestão à frente da Prefeitura de Campina Grande. VEJA ABAIXO A REPORTAGEM DA GLOBO SOBRE A CPI DO “LAVA-REGO” que ouviu o Tesoureiro Renan Trajano, ele foi o delator do suposto esquema de corrupção. 👇🏻
Enquanto intensifica sua pré-campanha pela reeleição ao Senado Federal, o senador Veneziano Vital do Rêgo volta a enfrentar fantasmas do passado político que marcaram sua gestão à frente da Prefeitura de Campina Grande.
Em meio ao discurso de oposição e tentativa de reconstrução de imagem, adversários políticos têm resgatado episódios que ficaram marcados na memória de parte da população campinense: ruas tomadas pelo lixo, denúncias de supostos esquemas milionários, investigações parlamentares e uma CPI que abalou os bastidores da política paraibana.
Durante os anos em que comandou a Prefeitura de Campina Grande, entre 2005 e 2012, a gestão de Veneziano foi alvo constante de críticas relacionadas à limpeza urbana e à execução de contratos públicos. Reportagens da época exibiam bairros com acúmulo de lixo, denúncias sobre precariedade dos serviços e cobranças públicas feitas por vereadores da oposição.
O desgaste político ganhou proporções ainda maiores com a instalação da chamada “CPI do Lava-Rêgo”, criada pela Câmara Municipal para investigar suspeitas de corrupção, fraudes em licitações, caixa dois e desvios de recursos públicos ligados à antiga gestão municipal.
O ponto mais explosivo das investigações ocorreu quando o ex-tesoureiro da prefeitura, Rennan Trajano, prestou depoimentos públicos e fez acusações envolvendo contratos e pagamentos realizados durante a administração de Veneziano. Em reportagens exibidas pela TV Paraíba, o ex-auxiliar detalhou supostas irregularidades em obras e movimentações financeiras que passaram a ser alvo da CPI.
O relatório final da comissão pediu o indiciamento de Veneziano e de outros ex-integrantes da gestão por suspeitas de improbidade administrativa, peculato, fraude em licitação e associação criminosa. Segundo a CPI, o suposto prejuízo aos cofres públicos poderia ultrapassar R$ 10 milhões.
As denúncias atingiram diretamente contratos ligados à empresa JGR Construções, apontada pela comissão como beneficiária de licitações suspeitas e pagamentos milionários feitos pela prefeitura. O caso gerou forte repercussão política em Campina Grande e dominou o debate público durante anos.
Na época, Veneziano negou todas as acusações e classificou a CPI como uma perseguição política articulada por adversários. O então ex-prefeito afirmou que as denúncias tinham como objetivo desgastar sua imagem e impedir seu crescimento político no estado.
Agora, com o avanço das articulações para as eleições de 2026, o passado administrativo do senador volta a ser explorado nos bastidores da política paraibana. Críticos afirmam que Veneziano tenta se apresentar como alternativa para o estado, mas ainda carrega o peso das denúncias, das investigações e da crise urbana que marcaram sua passagem pela Prefeitura de Campina Grande.
O escândalo do lixo entrou para a história de Campina Grande como um dos maiores símbolos de abandono, descaso e humilhação já enfrentados pela população.
As ruas tomadas pelo lixo não apenas causaram transtornos diários, mas transformaram a cidade em um verdadeiro cenário de crise sanitária, colocando em risco a saúde de milhares de famílias.
Enquanto o lixo se acumulava em bairros inteiros, inúmeros munícipes sofreram com doenças, mau cheiro e a sensação de completo desprezo por parte da gestão pública. Foi um período marcado pela indignação popular, onde a população viu sua dignidade ser soterrada junto aos montes de lixo espalhados por toda a cidade.






