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PRIMEIRA-DAMA DO TOCANTINS VIAJA À ESPANHA POR PROGRAMA OPERADO POR ENTIDADE FUNDADA POR ALVO DA OPERAÇÃOFIM DA LINHA

PRIMEIRA-DAMA DO TOCANTINS VIAJA À ESPANHA POR PROGRAMA OPERADO POR ENTIDADE FUNDADA POR ALVO DA OPERAÇÃOFIM DA LINHA

Auditoria apontou inconsistências milionárias no Programa Jovem Trabalhador; entidade executora foi fundada por empresário investigado em apuração sobre lavagem de dinheiro em São Paulo.A participação da primeira-dama do Tocantins em uma missão internacional à Espanha, custeada dentro das ações do Programa Jovem Trabalhador, reacendeu questionamentos sobre a gestão e a fiscalização de um projeto que já esteve sob suspeita dentro do próprio governo estadual.Em março de 2025, a primeira-dama liderou uma comitiva que levou dez jovens tocantinenses para um intercâmbio em Barcelona, na Espanha. A iniciativa contou com representantes da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) e foi realizada em parceria com a organização espanhola Demà Jovem.O que chama atenção é que o Programa Jovem Trabalhador é executado no Tocantins pela Renapsi, entidade fundada por Adair Antônio de Freitas Meira, empresário citado em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo que apura supostos esquemas de lavagem de dinheiro e estruturas associadas ao PCC. A defesa do empresário nega qualquer ligação com organizações criminosas.Além disso, uma auditoria realizada pela própria gestão estadual identificou 16.929 registros de frequência sem comprovação entre os anos de 2023 e 2025, apontando um impacto estimado em R$ 25,7 milhões. Na época, o programa chegou a ser alvo de discussões sobre possível suspensão, mas os contratos acabaram mantidos após acordos e ajustes firmados com órgãos de controle.Diante desse cenário, surgem questionamentos que ainda aguardam respostas claras da administração estadual: por que um programa alvo de auditorias e inconsistências milionárias continuou recebendo investimentos? Qual foi o custo total da viagem internacional? Quais critérios foram utilizados para selecionar os participantes? E qual foi o retorno efetivo da missão para os jovens beneficiados e para o estado?Enquanto o governo apresenta o intercâmbio como uma oportunidade de capacitação e inclusão, críticos cobram mais transparência sobre os recursos empregados e sobre a manutenção de contratos ligados a uma entidade que está no centro de debates públicos e investigações que repercutem nacionalmente.

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