O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã foi “totalmente derrotado” do ponto de vista militar e defendeu a condução da campanha americana contra Teerã, argumentando que uma escalada adicional poderia ter provocado uma crise global no mercado de petróleo.
Em entrevista ao programa The Axios Show, Trump rejeitou a ideia de que o memorando firmado para encerrar o conflito represente uma concessão aos iranianos. Segundo ele, o acordo equivale a uma “rendição incondicional”, já que as capacidades militares do país teriam sido amplamente destruídas. “Eles não têm mais forças armadas”, reiterou, acrescentando que a Força Aérea, a Marinha e sistemas de defesa aérea iranianos teriam sido eliminados durante a campanha.
O presidente também afirmou que a ofensiva impediu que o Irã obtivesse uma arma nuclear. Segundo Trump, Teerã estava a cerca de um mês de alcançar essa capacidade antes dos ataques às instalações nucleares. “O Irã nunca terá uma arma nuclear”, disse.
Ao justificar a interrupção das operações militares, Trump argumentou que novos bombardeios poderiam levar ao fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a continuidade da ofensiva resultaria na colocação de minas e no lançamento de mísseis contra navios petroleiros, comprometendo o abastecimento mundial por meses. “O petróleo está caindo e os navios estão saindo da região. Se eu continuasse atacando, nenhum desses navios estaria saindo”, afirmou.
Trump também revelou ter autorizado operações para proteger embarcações que deixavam o Golfo. De acordo com ele, navios teriam sido escoltados durante semanas por destróieres americanos após a destruição de sistemas de radar e defesa iranianos.
Foto: Alex Brandon / Estadão Conteúdo #Trump
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