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A gente só entende que as coisas são graves quando começa a doer no bolso”, defende biólogo sobre incidentes com tubarões

A gente só entende que as coisas são graves quando começa a doer no bolso”, defende biólogo sobre incidentes com tubarões

A ocorrência de dois incidentes com tubarões no Grande Recife neste domingo (31) e segunda-feira (1º) reacendeu o alerta sobre as condições de segurança na costa pernambucana. Em entrevista ao programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal, o biólogo Leandro Alberto criticou a imprudência de frequentadores e defendeu ações fiscalizatórias severas e punições financeiras por parte do poder público para conter novos casos:”A gente só entende que as coisas são graves e a gente pode diminuir esses incidentes quando algo começa a doer no bolso, quando toca no financeiro. Faço esse apelo também para que isso seja revisto dentro de Câmaras de Deputados, dentro da parte governamental”, apela.De acordo com o especialista, o período chuvoso e a lua cheia criam um cenário propício para a aproximação dos animais.”Quando nós temos fatores como chuva, tanto o Capibaribe quanto o Beberibe deságuam no oceano e com isso acabam trazendo muito lixo, muita matéria orgânica e o tubarão é um animal especulador. Pelo odor, pelo próprio lixo de algumas cores vibrantes, de latas, esse animal vai procurar o que está acontecendo aqui”, detalha.A dinâmica ambiental da região envolve os seguintes pontos críticos:Água turva: o deságue dos rios reduz a visibilidade dos banhistas e dos próprios tubarões, que passam a se guiar por eletrorreceptores para detectar presença na água;Influência da lua cheia: a atração gravitacional altera as condições do mar, deixando-o mais agitado e com maior formação de ondas;Falsa segurança nos recifes: na maré alta, os animais de grande porte conseguem transpor as barreiras de corais e acessar áreas rasas.O banho seguro só é recomendado no momento de maré muito seca, quando há formação visível de piscinas naturais.O especialista alertou que barreiras físicas utilizadas no exterior, como redes de proteção, podem falhar no litoral pernambucano devido ao acúmulo de resíduos trazidos pelos rios.Confira mais detalhes em JC.COM.BRFoto: Leo Freitas/JC Imagem*cidades *jk *card *digital

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